Capítulo
2: Um Herói
Para comemorar meu sucesso, antes de
passarmos para o treinamento de como eu me tornaria quase um pássaro voando por
aí, o Allfa me levou para dar um passeio pela cidade. Estávamos descontraídos observando
as loucuras daquele mundo onde todos pareciam felizes quando passaram por nós
vários carros de policia que pararam bruscamente em frente uma agência bancária
à nossa frente. Muitos policiais saíram das viaturas armados apontando para a
agência e o Allfa foi correndo até um deles.
- O que está acontecendo oficial?
- Dois bandidos invadiram a agência e fizeram
três pessoas de reféns e estão ameaçando explodir o cofre se não mandarmos a
chave para eles.
Fiquei meio surpreso por saber que até
mesmo no mundo imaginário haviam criminosos gananciosos e mais surpreso ainda
ao ouvir o Allfa dizendo ao policial:
- Ok, não se preocupem! Nós cuidaremos disso.
- O que? Nós? Você tem certeza disso?
- Fique calmo Ramon, vai dar tudo certo.
- E quem são vocês afinal de contas?
- Eu sou o Allfa.
Não entendi muito bem qual era a do
Allfa, mas todos os policiais abaixaram as armas quando ouviram o seu nome.
- Me desculpe senhor, eu não sabia como você
era, mas já que o senhor está aqui, tenho certeza que tudo já esta resolvido.
- Vocês têm a chave do cofre ai com vocês?
- Sim. Aqui está.
O oficial entregou a chave que não
ficava guardada na agência para abrir o cofre nas mãos do Allfa e ele a
entregou a mim dizendo:
- O plano é o seguinte: você entra pela frente
dizendo que está com a chave e que você irá entregar a eles se eles libertarem
os três reféns, enquanto isso eu voarei e entrarei de surpresa pelas janelas
superiores e salvo os reféns e você cuida dos dois ladrões.
- Eu? Cuidar dos dois sozinho?
- Sim. Você vai dar conta é só manter a calma.
Como eu disse uma vez e repito
novamente: falar é mais fácil que fazer. Eu estava tremendo por dentro com medo
desse plano e o Allfa estava tão confiante e calmo, mas se eu queria mesmo ser
um herói eu tinha que arriscar. Afinal, todo herói esta sujeito a todo tipo de
riscos. E lá fui eu, sozinho, tremendo, apenas com a chave do cofre na mão
entrando no banco. No momento em que eu abri a porta da agência e vi os dois
assaltantes, um em frente ao cofre segurando uma arma de grosso calibre que
parecia uma escopeta e o outro apontando uma metralhadora para os três reféns,
eu desejei ter pedido uma arma dos policiais emprestada.
- Traga a chave até aqui e não tente nenhuma
gracinha garoto ou mataremos os reféns e explodiremos o cofre.
Eu mal podia esperar que o Allfa
aparecesse logo e acabasse com os dois em um golpe só, eu estava apavorado por
dentro e engolindo seco e meio que gaguejando eu falei o que o Allfa me mandou
dizer:
- Eu entregarei a chave assim que vocês
soltarem os reféns.
- Seu pivete ousado, me entregue logo esta
chave antes que algo ruim aconteça.
Naquele momento olhei para cima
ansioso pela chegada do Allfa, quando vi uma pequena sombra se aproximando da
janela. Já estava me acalmando quando a janela estava se abrindo, mas minhas
esperanças foram abaladas quando as janelas explodiram numa seqüência e o Allfa
caia no canto da agência. Eles haviam colocado explosivos nas janelas e o plano
do Allfa explodiu junto com elas.
- Então você estava armando para nós
não é pivete? Veja o que aconteceu com seu amigo de armadura. Venha até aqui e
me entregue logo a chave antes que aconteça o mesmo com você.
Eu não tive outra escolha se não
obedecer, pois o Allfa não havia me ensinado uma maneira de desviar ou resistir
a balas de armas, então fui até ele e entreguei a chave.
- Agora sim, o cristal será nosso.
- E o que eu faço com os reféns?
- Mate todos e este pivete também.
Naquele momento eu tremi
completamente, pensando que seria meu fim, mas antes eu pudesse continuar
imaginando como seria o meu fim. O Allfa se levantou e voou rapidamente para
cima do cara com a metralhadora que estava pronta para acabar com os reféns e o
desmaiou com apenas um golpe. Em seguida segurou dois dos reféns e voou com
eles em direção a saída da agência e foi logo dizendo pra mim:
- Cuide da outra refém e do outro cara!
- Cuidar de mim!? Vocês vão morrer agora!
O bandido mirou na refém engatilhou a
arma e tudo que eu pude fazer no momento foi correr até a jovem moça que estava
encolhia e assustada e abraçá-la. O bandido disparou a arma em nossa direção e como em
um impulso natural ou por reflexo eu estendi minha mão direita e concentrei a
energia nela esperando que talvez eu pudesse segurar as balas e para minha
surpresa o resultado foi melhor do que o esperado.
A energia que eu acumulei na mão foi
tanta que ela não conseguiu ficar acumulada e se lançou da minha mão em direção
as balas, pulverizando elas e acertando em cheio o bandido que foi parar caído
do outro lado do banco. Quando percebi além de ter feito aquilo, de alguma forma
eu estava flutuando junto à moça que estava abraçada em mim. Nem mesmo o Allfa
acreditou no que viu quando voltou e me percebeu que eu estava voando a dois
metros do chão, mas teve que voar até mim pra me ajudar a descer porque nem
mesmo eu sabia como eu tinha feito aquilo.
A moça estava tão emocionada quando
descemos que me abraçou e me deu um beijo caloroso no rosto em agradecimento e
foi quando ela fez a pergunta cuja resposta ainda seria ouvida por muitos em
outros lugares.
- Você tem um nome herói?
Claro que agora que eu estava em um
mundo novo e era um herói eu iria querer ter um nome novo, um nome de herói. Eu
sempre fui fã de super-heróis como Super-man e outros, então como eu era apenas
um garoto e meus tios tinha mania de me chamar de “boy” eu resolvi qual seria
meu nome no mundo imaginário.
- Eu sou Jack-boy.

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