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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Guerreiros Da Luz - Capítulo 2

E está aqui mais um capítulo dos Guerreiros da Luz. Logo também estarei postando as continuações de Vitae e Rámoon: Filho do Sol e da Lua, então fiquem de olho no Mundo Irreal.


Capítulo 2: Um Herói

Para comemorar meu sucesso, antes de passarmos para o treinamento de como eu me tornaria quase um pássaro voando por aí, o Allfa me levou para dar um passeio pela cidade. Estávamos descontraídos observando as loucuras daquele mundo onde todos pareciam felizes quando passaram por nós vários carros de policia que pararam bruscamente em frente uma agência bancária à nossa frente. Muitos policiais saíram das viaturas armados apontando para a agência e o Allfa foi correndo até um deles.
 - O que está acontecendo oficial?
 - Dois bandidos invadiram a agência e fizeram três pessoas de reféns e estão ameaçando explodir o cofre se não mandarmos a chave para eles.
Fiquei meio surpreso por saber que até mesmo no mundo imaginário haviam criminosos gananciosos e mais surpreso ainda ao ouvir o Allfa dizendo ao policial:
 - Ok, não se preocupem! Nós cuidaremos disso.
 - O que? Nós? Você tem certeza disso?
 - Fique calmo Ramon, vai dar tudo certo.
 - E quem são vocês afinal de contas?
 - Eu sou o Allfa.
Não entendi muito bem qual era a do Allfa, mas todos os policiais abaixaram as armas quando ouviram o seu nome.
 - Me desculpe senhor, eu não sabia como você era, mas já que o senhor está aqui, tenho certeza que tudo já esta resolvido.
 - Vocês têm a chave do cofre ai com vocês?
 - Sim. Aqui está.
O oficial entregou a chave que não ficava guardada na agência para abrir o cofre nas mãos do Allfa e ele a entregou a mim dizendo:
 - O plano é o seguinte: você entra pela frente dizendo que está com a chave e que você irá entregar a eles se eles libertarem os três reféns, enquanto isso eu voarei e entrarei de surpresa pelas janelas superiores e salvo os reféns e você cuida dos dois ladrões.
 - Eu? Cuidar dos dois sozinho?
 - Sim. Você vai dar conta é só manter a calma.
Como eu disse uma vez e repito novamente: falar é mais fácil que fazer. Eu estava tremendo por dentro com medo desse plano e o Allfa estava tão confiante e calmo, mas se eu queria mesmo ser um herói eu tinha que arriscar. Afinal, todo herói esta sujeito a todo tipo de riscos. E lá fui eu, sozinho, tremendo, apenas com a chave do cofre na mão entrando no banco. No momento em que eu abri a porta da agência e vi os dois assaltantes, um em frente ao cofre segurando uma arma de grosso calibre que parecia uma escopeta e o outro apontando uma metralhadora para os três reféns, eu desejei ter pedido uma arma dos policiais emprestada.
 - Traga a chave até aqui e não tente nenhuma gracinha garoto ou mataremos os reféns e explodiremos o cofre.
Eu mal podia esperar que o Allfa aparecesse logo e acabasse com os dois em um golpe só, eu estava apavorado por dentro e engolindo seco e meio que gaguejando eu falei o que o Allfa me mandou dizer:
 - Eu entregarei a chave assim que vocês soltarem os reféns.
 - Seu pivete ousado, me entregue logo esta chave antes que algo ruim aconteça.
Naquele momento olhei para cima ansioso pela chegada do Allfa, quando vi uma pequena sombra se aproximando da janela. Já estava me acalmando quando a janela estava se abrindo, mas minhas esperanças foram abaladas quando as janelas explodiram numa seqüência e o Allfa caia no canto da agência. Eles haviam colocado explosivos nas janelas e o plano do Allfa explodiu junto com elas.
- Então você estava armando para nós não é pivete? Veja o que aconteceu com seu amigo de armadura. Venha até aqui e me entregue logo a chave antes que aconteça o mesmo com você.
Eu não tive outra escolha se não obedecer, pois o Allfa não havia me ensinado uma maneira de desviar ou resistir a balas de armas, então fui até ele e entreguei a chave.
 - Agora sim, o cristal será nosso.
 - E o que eu faço com os reféns?
 - Mate todos e este pivete também.
Naquele momento eu tremi completamente, pensando que seria meu fim, mas antes eu pudesse continuar imaginando como seria o meu fim. O Allfa se levantou e voou rapidamente para cima do cara com a metralhadora que estava pronta para acabar com os reféns e o desmaiou com apenas um golpe. Em seguida segurou dois dos reféns e voou com eles em direção a saída da agência e foi logo dizendo pra mim:
 - Cuide da outra refém e do outro cara!
 - Cuidar de mim!? Vocês vão morrer agora!
O bandido mirou na refém engatilhou a arma e tudo que eu pude fazer no momento foi correr até a jovem moça que estava encolhia e assustada e abraçá-la. O bandido disparou a arma em nossa direção e como em um impulso natural ou por reflexo eu estendi minha mão direita e concentrei a energia nela esperando que talvez eu pudesse segurar as balas e para minha surpresa o resultado foi melhor do que o esperado.
A energia que eu acumulei na mão foi tanta que ela não conseguiu ficar acumulada e se lançou da minha mão em direção as balas, pulverizando elas e acertando em cheio o bandido que foi parar caído do outro lado do banco. Quando percebi além de ter feito aquilo, de alguma forma eu estava flutuando junto à moça que estava abraçada em mim. Nem mesmo o Allfa acreditou no que viu quando voltou e me percebeu que eu estava voando a dois metros do chão, mas teve que voar até mim pra me ajudar a descer porque nem mesmo eu sabia como eu tinha feito aquilo.
A moça estava tão emocionada quando descemos que me abraçou e me deu um beijo caloroso no rosto em agradecimento e foi quando ela fez a pergunta cuja resposta ainda seria ouvida por muitos em outros lugares.
 - Você tem um nome herói?
Claro que agora que eu estava em um mundo novo e era um herói eu iria querer ter um nome novo, um nome de herói. Eu sempre fui fã de super-heróis como Super-man e outros, então como eu era apenas um garoto e meus tios tinha mania de me chamar de “boy” eu resolvi qual seria meu nome no mundo imaginário.
 - Eu sou Jack-boy.

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