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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Vitae - Capítulo 1 - 3° Parte

Trago à vocês a 3° parte do 1° capítulo de Vitae.

Cont. Capítulo 1 - Como Começou


3° Parte: Trabalho sujo

LOCAL: Torre Lunar
 - Senhores e senhoritas, sejam bem vindos a nossa base de operações da Torre Lunar. Eu sou o Capitão Joriel e estarei no comando desta grande missão. Irei coordenar cada um de vocês nas suas tarefas daqui pra frente. Vocês, a partir de agora, serão a esperança de sobrevivência da raça humana, portanto, passem a tratar esta missão com o máximo de seriedade. Sei que grande parte de vocês não possui nenhuma experiência militar, mas foram chamados aqui por serem os melhores no que fazem e assim como o povo da Lua confia em seus dons, eu também conto com vocês para o sucesso da missão. Dito isso, chamarei cada um de vocês e lhes darei suas incumbências.
 - Nossa Jack, o que será que vamos fazer? Talvez nos coloquem como pilotos.
 - Pilotos!? Não sonha Doug, agente nem sabe dirigir um veículo normal, quanto mais pilotar uma nave espacial. Agora fica quieto, ele está chamando os recrutas e dando as instruções.
 - Os próximos são: Douglas Mey e Jackson Ram.
 - Vamos Doug, ele nos chamou.
 - Sim senhor, senhor!
 - Gostei da empolgação rapaz, mas veremos se vai mantê-la por muito tempo. Pois bem cavalheiros, a sua tarefa nesta missão pode ser considerada uma tarefa das mais importantes e nem tampouco perigosa. Estão prontos pra sua missão?
 - Sim senhor!
 - Estamos senhor.
 - Vocês serão responsáveis pela limpeza e conservação da higiene nos alojamentos e na nave que está sendo preparada, até a partida da mesma. E após isto estarão dispensados dos seus serviços.
 - O que? Tem certeza que é isto senhor? Deve ter algo errado, eu achei que seriamos pilotos ou algo do tipo.
 - Doug, calma.
 - Ora recruta, você será piloto sim, mas da máquina de faxina. Agora vá logo pro alojamento 07 e se preparem, pois o hangar de consertos está uma bagunça.
 - Sim senhor. Vamos Doug.
 - Tudo bem, vamos.

LOCAL: Alojamento 07
 - Cara! Eu não acredito que fizeram isso com agente! Vamos ser meros zeladores e o pior é que nem iremos pra Marte!
 - Não se estressa Doug, eu já esperava por isso. Eu disse a você. Mas agora, já que não tem outro jeito, vamos ao menos dar o melhor de nós nesta tarefa. Afinal, alguém tem que fazer o trabalho sujo.
 - E esse alguém deveria ser o chato do Capitão Joriel.
“O CAPITÃO JORIEL POSSUI UMA ALTA PATENTE E FOI DESIGNADO PARA OUTRA MISSÃO, POR ISSO NÃO PODE FAZER O TRABALHO SUJO PARA QUAL VOCÊS DOIS FORAM DESIGNADOS.”
 - AAAHHHH!!!! Você ouviu isso Jack? As paredes falaram!!!
 - Ouvi sim. Quem está ai?
“EU SOU ‘AIA’ – ACOMPANHANTE DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. EU IREI MONITORAR O SEU PROGRESSO NA MISSÃO, AVISÁ-LOS DAS SUAS TAREFAS E INFORMÁ-LOS SOBRE SUAS DÚVIDAS.”
 - Eu tenho uma dúvida.
“Então diga Sr. Douglas Mey. Qual sua dúvida?”
 - Em primeiro lugar, não me chame de senhor. Me chame só de Doug. Em segundo lugar, me diga, onde fica o refeitório?
 - Doug, nós nem nos preparamos ainda e você já quer lanchar?
 - Claro, eu to desde cedo sem tomar meu lanche de super-vitaminas.
“O REFEITÓRIO SE ENCONTRA NO SETOR LESTE SEGUINDO O CORREDOR À DIREITA.”
 - Obrigado AIA. Ei! AIA, a porta está trancada. Por quê?
“A PORTA ESTÁ TRANCADA PORQUE VOCÊS NÃO TÊM PERMISSÃO PARA SE RETIRAREM DE SEU ALOJAMENTO SEM ANTES SE PREPARAREM PARA FAZER A LIMPEZA NO HANGAR DE CONSERTOS.”
 - Eu te disse Doug, se apronte logo para irmos ao hangar e depois vamos ao refeitório. AIA, onde fica localizado o hangar de consertos?
“EU OS GUIAREI ASSIM QUE SE APRONTAREM.”
 - Nossa até o computador daqui é chato como o Capitão. O jeito é terminarmos logo o serviço para irmos lanchar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Guerreiros Da Luz - Capítulo 3 - 1° Parte

Olá pessoal! Depois de uma semana sem internet por causa de uma antena danificada, aqui estou eu novamente trazendo pra vocês a 1° parte do 3° capítulo de Guerreiros da Luz e logo mais estarei postando as continuações dos outros livros. Curtam e fiquem a vontade pra expressar suas opiniões nos comentários:


Capítulo 3: Amigos e Inimigos


Daquele dia em diante eu comecei a ficar conhecido pela cidade como um herói. Eu estava me sentindo tão bem com aquilo tudo que eu decidi que nunca mais ia fraquejar diante de nenhum inimigo e sempre faria o que era certo como um verdadeiro herói. O treinamento com o Allfa seguiu por algum tempo no controle do meu vôo e depois passamos a treinar os lançamentos de energia através das mãos à longas distâncias assim como eu havia lançado naquele bandido.
Nós fazíamos rondas pelas cidades voando e sempre que encontrávamos alguém em apuros nós ajudávamos. Tudo estava indo muito bem tanto no mundo imaginário quanto no real, pois eu estava me tornando mais feliz, alegre e descontraído, pois mesmo não tendo amigos reais eu possuía um amigo imaginário.
Eu não estava mais solitário e também não ficaria apenas só com o Allfa como companheiro de aventura. Certo dia no mundo real eu estava indo com o Allfa em forma de minha bicicleta juntamente com minha irmã para casa do meu primo. Chegando lá fui recebido pelo meu primo e já estava indo guardar a bicicleta quando o Allfa me disse que estava indo ao mundo imaginário e que voltava quando eu fosse embora para casa. Para minha surpresa meu primo e minha irmã também tinham ouvido o Allfa conversando e me perguntaram com quem eu estava falando.
O Allfa disse que talvez pela convivência parte da luz que havia em mim tinha passado para eles. O Allfa e eu explicamos tudo para eles e resolvemos treinar os dois assim como fui treinado, mas por mais incrível que pareça, o que eu levei meses para aprender os dois aprenderam em poucas semanas. Assim como meu nome de herói no mundo imaginário eu mesmo coloquei o nome de herói dos dois: Lore-girl e Feli-boy. Tá certo que mesmo tendo imaginação suficiente para voar e lançar energia pela mão eu não era muito criativo com nomes, mas eles gostaram e aceitaram.
Estava pronto, um quarteto de heróis. Agente não tinha um nome de grupo como o Quarteto Fantástico, Liga da Justiça ou Super-Amigos, mas ainda assim éramos muito unidos. Claro, todos tínhamos nossas diferenças, o Allfa era o mais equilibrado de todos nós, dominava com perfeição todas as técnicas, a Lore-girl ficou fera no vôo, o Feli-boy muito bom em combate corpo-a-corpo e eu um especialista em lançar energia pelas mãos. Lore-girl e Feli-boy eram mais novos que eu, mas isso não os impedia de quase se igualarem a minha força nos treinamentos e nas missões que fazíamos.
As autoridades das cidades próximas nos chamavam sempre que precisavam de ajuda em algum caso que os oficiais comuns não davam conta e foi assim que enfrentamos juntos seres dos mais variados tipos, que normalmente só existiam na imaginação das pessoas e o que fazia eles realmente existirem no mundo imaginário. Enfrentamos uma espécie de Saci gigante que atacava com furacões de vento, lutamos contra bandos de lobisomens raivosos, derrotamos bruxas loucas com seus feitiços e mais um bocado de lendas que no mundo imaginário se tornavam reais.
Ficamos cada vez mais conhecidos por muitos lugares devido à todas as nossas vitórias. Às vezes eu me perguntava se um dia apareceria um inimigo realmente forte que nos desse muito trabalho para derrotar. Arrependi de ter me perguntado isso, pois não demorou muito para que tudo mudasse entre nós e tudo ocorreu depois que recebemos um chamado.
Estávamos fazendo um descanso após ter salvado a filha de um empresário de uns seqüestradores, pensávamos que a missão havia acabado, mas o pai da garota que havia sido resgatada veio até nós dizendo que o autor do seqüestro não descansaria até conseguir o que havia pedido pelo resgate: Um cristal que estava guardado em uma indústria de posse do empresário.
No momento eu não havia percebido que valor um simples cristal teria, mas iria descobrir que os cristais são tão poderosos quanto valiosos. O Allfa nos explicou que o mundo imaginário refletia o que pensávamos e sonhávamos como se fosse um espelho, e que o cristal além de reflexão também causava a refração. Tá certo, eu não era muito bom em física na época, mas o que o Allfa queria dizer é que os cristais podiam propagar a energia da luz fazendo com que esta aumentasse. Ainda me lembro que ele disse:
 - Cristais com esse poder de armazenar e expandir a energia da luz não são encontrados neste planeta, apenas um destes existe aqui e teremos que protegê-lo de quem quer que esteja atrás dele.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Rámoon: Filho do Sol e Da Lua - Cap. 2-Parte 1

E como prometido eis que vos trago o 2° capítulo de Rámoon. Como ele é um pouco grande eu o dividi em duas partes e logo estarei postando a segunda, por enquanto aproveitem a primeira parte e não deixem de comentar:


Capítulo 2
PENSAMENTOS



Rámoon teve uma boa infância convivendo com a família Silver principalmente porque tinha um irmão com a mesma idade. Ele e Lexther sempre foram muito unidos, mas é claro que como todos os irmãos eles tinham suas briguinhas uma vez ou outra.
Os dois estudaram juntos durante a infância, mas Rámoon sempre se destacou mais nos estudos e por outro lado Lexther se dava melhor com os esportes e fazendo novas amizades. Por se interessar tanto nos estudos Rámoon adquiriu um gosto por música e tentou se aprofundar na área, então com 13 anos quis entrar pra uma escola de música que ficava em outra cidade. Coincidentemente Sr. Silver foi promovido no trabalho e teria que se mudar exatamente pra cidade onde ficava a escola de música.
Então toda a família Silver mudou-se para uma cidade grande, a cidade de Sidéria.
Já fazia dois anos que eles haviam se mudado para a nova cidade e estava próximo o ano novo e com ele o aniversário de Rámoon e Lexther. O Sr. e a Sra. Silver estavam planejando dar um presente especial pra Rámoon neste dia e queriam dar uma festa surpresa pra comemorar a data.
- Lexther meu filho!
- Fala pai! O que o senhor manda?
- Filho, você sabe que o seu aniversário e de seu irmão está chegando não é?
- Sim. O que o Senhor está pretendendo?
- Nada demais. Eu e sua mãe vamos dar o piano que seu irmão sempre quis e pra comemorar estamos querendo dar uma pequena festa surpresa pra ele. Sabe como é, chamar os amigos dele lá da escola de música pra comemorar.
- Pai o senhor lembra do ano passado que vocês fizeram uma festa surpresa pra mim?
- Claro que lembro!
- Então pai. O senhor falou pro Rámoon chamar os amigos dele não foi?
- Foi.
- E o senhor lembra quantos amigos dele tinha na festa?
- Não sei. Eu não me lembro.
- Pois é, não tinha nenhum amigo dele porque ele não tem amigos.
- Acho que não Lex. Aposto que se você chamar o pessoal da turma dele pra ir à festa eles virão.
- Bom, eu vou tentar. Hoje mesmo falo com eles.
Então Rámoon aparece bem no momento em que eles tinham acabado de conversar.
- E ai irmão! Vamos embora, hoje eu vou te acompanhar até a escola de música.
- Porque isso Lexther? Você nunca foi até lá comigo?
- Ora irmãozinho, eu to sem nada pra fazer. A galera viajou e eu to cansado de ficar dentro de casa.
- Bom, então ta certo. Podemos ir, mas vamos andando. Tudo bem pai?
- É claro Rámoon, é bom que vocês aproveitam a caminhada.
- Então vamos parar de enrolar e ir logo.
Rámoon pegou sua mochila e os dois saíram em direção à escola. Durante a caminhada Rámoon estava muito calado. Normalmente quando os dois andavam juntos, sempre conversavam muito. Lexther estranhando o silêncio dele resolveu puxar conversa.
- E então maninho! Como é que tão indo as suas aulas de piano?
Rámoon fez silêncio por um tempo sem responder nada, estava muito pensativo.
- Lexther. Eu posso confiar em você?
- É claro irmão! Sempre pode confiar em mim. O que ta acontecendo?
- Eu fico meio sem jeito em falar, até porque também não sei direito o que é!
- Já sei! Não precisa dizer mais nada. Pela sua cara só pode ser uma garota.
- Como você sabe?
- Vai ver é porque você fica falando o nome dela enquanto dorme.
- É sério!?
- Não. Eu tava brincando. Agora fala e me conta tudo.
- Bem, é o seguinte, faz um mês que essa garota se mudou pra cá e entrou pra minha turma de música.
- Não acredito! É a nova vizinha lá da rua?
- É ela mesma. Quando ela chegou na sala o professor Sant falou pra ela sentar comigo mesmo sabendo que tem dois anos que eu sento só. No começo não gostei nada da idéia de ter que dividir o piano com alguém, mas depois que tocamos juntos a primeira vez meu coração começou a bater diferente e toda vez que eu vejo ela fico nervoso e não consigo me concentrar. Não sei o que eu faço.
- Aí cara, eu acho que você devia falar com ela. Vai que ela também sente o mesmo por você?!
- Você é louco! Você sabe que eu não sou nada bom com essas coisas.
- Aí maninho chegamos. Depois conversamos mais, falou? Até mais mano!
- Tchau Lexther.
Chegando na sala percebeu que já estava atrasado, então entrou correndo e foi sentar-se ao lado da garota a qual estava falando.
- Oi Rámoon!
- Oi Rhani! Onde está o senhor Sant?
- Você não ficou sabendo? Ele foi chamado pra um congresso de músicos na Inglaterra. E só volta daqui uns seis meses.
- E quem vai dar as aulas?
- Tem um professor novo, ele só foi até a sala dos professores pegar a caderneta.
- Ufa!!! Ainda bem que ele não me viu chegando atrasado.
Nesse momento o professor entrou na sala e começou a fazer a chamada. Ao chegar ao nome de Rámoon...
- Rámoon.
- Presente.
- Ora ou estou enganado ou você não estava aqui quando entrei e me apresentei à turma!
- Não senhor. Desculpe-me, eu cheguei um pouco atrasado.
- Ok! Mas que isso não se repita certo senhor Rámoon!?
- Sim senhor.
- Como o senhor não estava aqui quando me apresentei, irei me apresentar novamente. Eu sou o professor Malonni e vou lecionar pra vocês durante esse semestre por seu antigo professor ter ido viajar pra Inglaterra.
A aula nesse dia pra Rámoon foi um pouco entediante, pois ele era bem adiantado em relação à turma e seu antigo professor sempre o desafiava. O professor Malonni ao perceber que Rámoon não parecia estar muito animado com aula o chamou a frente da classe.
- Rámoon, venha aqui!
- Sim senhor.
- Vamos ver o quanto você sabe de música. Quero que toque a melhor melodia que souber pra mim e pra classe.
Rámoon então se animou, pois ele estava treinando algo já fazia algum tempo. Então se sentou de frente ao piano e começou a tocar uma melodia tão suave quanto uma leve brisa, rápida como uma chuva de verão, quente como o calor de um abraço e fria como a solidão. Toda a turma ficou impressionada com a canção que ele tocara.
- Nossa! Meus parabéns! Onde você viu esta melodia?
- Eu a compus.
- Eu não sabia que vocês estavam tão adiantados nas suas aulas.
Então um dos outros alunos disse:
- E não estamos. Rámoon que é esquisito assim mesmo!
- Não ligue pra ele Rámoon eu achei sua melodia sublime. Depois quero que me passe a composição das notas, pois a turma toda vai estudar a sua melodia. Acho que está bom por hoje. Já estão despensados. Nos vemos na próxima aula.
Logo todos saiam da sala e Rámoon e Rhani foram os últimos a sair.
- Rámoon, posso te acompanhar pra ir embora? Minha mãe foi fazer compras e não vai vir me buscar.
- Claro Rhani.
Neste momento, os dois andavam lado a lado pelas ruas movimentadas da cidade, movimento tal que Rámoon não estava percebendo por estar sentindo algo dentro de si que o fez calar por um longo tempo até que Rhani resolveu quebrar o silêncio.
- Rámoon? Você está bem? Porque está tão quieto?
Rámoon se estremeceu e lembrou o que o seu irmão lhe havia dito, pensou em falar o que sentia naquela hora, mas ficou com medo e decidiu dar outra explicação.
- Não é nada Rhani. Só que eu vou sentir falta do senhor Sant. Ele era um ótimo professor.
- Ora! O professor Malonni também me parece ser uma boa pessoa. Você viu o quanto ele gostou do que você tocou? E não foi só ele, eu também amei.
- Obrigado.
Vendo que a melodia que havia tocado na sala também havia tocado o coração de Rhani, tomou coragem e resolveu falar de seus sentimentos.
- Rhani eu queria dizer que...

E continua na parte 2. Até lá!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Vitae - Capítulo 1 - 2° Parte

Eis a continuação do 1° Capítulo de Vitae, tenham uma boa leitura:

Cont. Capítulo 1 - Como Começou


2° Parte: Recrutados Ao Acaso

LOCAL: Centro de Convenções
 - Olha Jack! É o Supremo Conselheiro e ele está em público! Me diz, quantas vezes você já o viu  sair em público?
 - Que eu me lembre, umas três vezes. Mas o que tem demais nisso?
 - Tem que todas as vezes que ele próprio nos deu algum comunicado, só foram coisas muito ruins.
 - Não se preocupe Doug, não deve ser nada de grave. Agora fique quieto que ele vai dar o comunicado.
 - Caros cidadãos, nós temos algo muito importante para lhes informar. Recebemos há um dia atrás um sinal, mas não um sinal qualquer. Este pode ser o ponto de esperança que nos trará vida nova. Recebemos um forte sinal vindo de uma das nossas naves enviadas até Marte há 20 anos atrás. E veio exatamente do local onde há muito tempo suspeitávamos haver água. Ainda não sabemos como isso é possível, mas estamos otimistas com a possibilidade de haverem tripulantes das naves já habitando o planeta vermelho. Devido aos nossos recursos de sobrevivência já estarem ficando escassos, resolvemos nos empenhar em montar uma equipe, que irá em nossa nave que nos trouxe pra cá  e já está sendo equipada para a jornada, para ir até o planeta Marte seguindo o sinal que nos foi enviado. Nós do Conselho fizemos uma seleção de recrutas que deverá se apresentar imediatamente na Torre Lunar ao Capitão Joriel para serem instruídos de sua missão. Os nomes dos recrutas são: Anabel Mor, Belano Stu, Chante Gar, Douglas Mey,.....
 - Caramba!!! Eu não acredito nisso Jack! Falaram meu nome!
 - Fica calmo Doug. Ainda não terminaram de falar todos.
 - ... Ivana Lam, Jackson Ram....
 - Ufa! Ainda bem que disseram seu nome Jack, eu estaria perdido se você não fosse nessa comigo.
 - Tá bom Doug, até parece que eu iria fazer alguma diferença indo ou não nessa viagem. Você por acaso não observou que eles praticamente chamaram apenas aqueles que nasceram aqui na Lua e que escolheram apenas os melhores?
 - Claro que eu percebi, e significa que nós somos os melhores.
 - Nem de longe eu sou o melhor em algo, isso é muito estranho. Chamaram os mais inteligentes, os mais fortes, os mais hábeis, os mais sociáveis e chamaram nós dois.
 - Então você quer dizer que somos um grupo a parte. Melhor ainda, somos mais especiais por sermos únicos. Agora, vamos parar de conversa fiada e vamos logo ver qual será nossa missão.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Guerreiros Da Luz - Capítulo 2

E está aqui mais um capítulo dos Guerreiros da Luz. Logo também estarei postando as continuações de Vitae e Rámoon: Filho do Sol e da Lua, então fiquem de olho no Mundo Irreal.


Capítulo 2: Um Herói

Para comemorar meu sucesso, antes de passarmos para o treinamento de como eu me tornaria quase um pássaro voando por aí, o Allfa me levou para dar um passeio pela cidade. Estávamos descontraídos observando as loucuras daquele mundo onde todos pareciam felizes quando passaram por nós vários carros de policia que pararam bruscamente em frente uma agência bancária à nossa frente. Muitos policiais saíram das viaturas armados apontando para a agência e o Allfa foi correndo até um deles.
 - O que está acontecendo oficial?
 - Dois bandidos invadiram a agência e fizeram três pessoas de reféns e estão ameaçando explodir o cofre se não mandarmos a chave para eles.
Fiquei meio surpreso por saber que até mesmo no mundo imaginário haviam criminosos gananciosos e mais surpreso ainda ao ouvir o Allfa dizendo ao policial:
 - Ok, não se preocupem! Nós cuidaremos disso.
 - O que? Nós? Você tem certeza disso?
 - Fique calmo Ramon, vai dar tudo certo.
 - E quem são vocês afinal de contas?
 - Eu sou o Allfa.
Não entendi muito bem qual era a do Allfa, mas todos os policiais abaixaram as armas quando ouviram o seu nome.
 - Me desculpe senhor, eu não sabia como você era, mas já que o senhor está aqui, tenho certeza que tudo já esta resolvido.
 - Vocês têm a chave do cofre ai com vocês?
 - Sim. Aqui está.
O oficial entregou a chave que não ficava guardada na agência para abrir o cofre nas mãos do Allfa e ele a entregou a mim dizendo:
 - O plano é o seguinte: você entra pela frente dizendo que está com a chave e que você irá entregar a eles se eles libertarem os três reféns, enquanto isso eu voarei e entrarei de surpresa pelas janelas superiores e salvo os reféns e você cuida dos dois ladrões.
 - Eu? Cuidar dos dois sozinho?
 - Sim. Você vai dar conta é só manter a calma.
Como eu disse uma vez e repito novamente: falar é mais fácil que fazer. Eu estava tremendo por dentro com medo desse plano e o Allfa estava tão confiante e calmo, mas se eu queria mesmo ser um herói eu tinha que arriscar. Afinal, todo herói esta sujeito a todo tipo de riscos. E lá fui eu, sozinho, tremendo, apenas com a chave do cofre na mão entrando no banco. No momento em que eu abri a porta da agência e vi os dois assaltantes, um em frente ao cofre segurando uma arma de grosso calibre que parecia uma escopeta e o outro apontando uma metralhadora para os três reféns, eu desejei ter pedido uma arma dos policiais emprestada.
 - Traga a chave até aqui e não tente nenhuma gracinha garoto ou mataremos os reféns e explodiremos o cofre.
Eu mal podia esperar que o Allfa aparecesse logo e acabasse com os dois em um golpe só, eu estava apavorado por dentro e engolindo seco e meio que gaguejando eu falei o que o Allfa me mandou dizer:
 - Eu entregarei a chave assim que vocês soltarem os reféns.
 - Seu pivete ousado, me entregue logo esta chave antes que algo ruim aconteça.
Naquele momento olhei para cima ansioso pela chegada do Allfa, quando vi uma pequena sombra se aproximando da janela. Já estava me acalmando quando a janela estava se abrindo, mas minhas esperanças foram abaladas quando as janelas explodiram numa seqüência e o Allfa caia no canto da agência. Eles haviam colocado explosivos nas janelas e o plano do Allfa explodiu junto com elas.
- Então você estava armando para nós não é pivete? Veja o que aconteceu com seu amigo de armadura. Venha até aqui e me entregue logo a chave antes que aconteça o mesmo com você.
Eu não tive outra escolha se não obedecer, pois o Allfa não havia me ensinado uma maneira de desviar ou resistir a balas de armas, então fui até ele e entreguei a chave.
 - Agora sim, o cristal será nosso.
 - E o que eu faço com os reféns?
 - Mate todos e este pivete também.
Naquele momento eu tremi completamente, pensando que seria meu fim, mas antes eu pudesse continuar imaginando como seria o meu fim. O Allfa se levantou e voou rapidamente para cima do cara com a metralhadora que estava pronta para acabar com os reféns e o desmaiou com apenas um golpe. Em seguida segurou dois dos reféns e voou com eles em direção a saída da agência e foi logo dizendo pra mim:
 - Cuide da outra refém e do outro cara!
 - Cuidar de mim!? Vocês vão morrer agora!
O bandido mirou na refém engatilhou a arma e tudo que eu pude fazer no momento foi correr até a jovem moça que estava encolhia e assustada e abraçá-la. O bandido disparou a arma em nossa direção e como em um impulso natural ou por reflexo eu estendi minha mão direita e concentrei a energia nela esperando que talvez eu pudesse segurar as balas e para minha surpresa o resultado foi melhor do que o esperado.
A energia que eu acumulei na mão foi tanta que ela não conseguiu ficar acumulada e se lançou da minha mão em direção as balas, pulverizando elas e acertando em cheio o bandido que foi parar caído do outro lado do banco. Quando percebi além de ter feito aquilo, de alguma forma eu estava flutuando junto à moça que estava abraçada em mim. Nem mesmo o Allfa acreditou no que viu quando voltou e me percebeu que eu estava voando a dois metros do chão, mas teve que voar até mim pra me ajudar a descer porque nem mesmo eu sabia como eu tinha feito aquilo.
A moça estava tão emocionada quando descemos que me abraçou e me deu um beijo caloroso no rosto em agradecimento e foi quando ela fez a pergunta cuja resposta ainda seria ouvida por muitos em outros lugares.
 - Você tem um nome herói?
Claro que agora que eu estava em um mundo novo e era um herói eu iria querer ter um nome novo, um nome de herói. Eu sempre fui fã de super-heróis como Super-man e outros, então como eu era apenas um garoto e meus tios tinha mania de me chamar de “boy” eu resolvi qual seria meu nome no mundo imaginário.
 - Eu sou Jack-boy.

sábado, 12 de novembro de 2011

Zumbis e Escola

Esse foi mais um sonho com mortos que tive, mas esse foi melhor que o outro:

Mundo Irreal Zumbis na Escola


Eu estava correndo pelos corredores de uma escola quase toda destruída. Cadeiras, mesas, papéis e corpos de alunos e professores no chão por todo canto. Era realmente um caos. Eu estava fugindo daquele lugar e em uma espécie de pátio encontrei um outro homem que também estava fugindo, mas atrás dele vinham correndo quatro pessoas com pedaços de carne e ossos expostos e mutilados.
Ele me pediu ajuda, havia um cabo de vassoura no chão do pátio a qual eu peguei e utilizei para me defender. Quando os zumbis se aproximaram, nós dois os atacamos e derrubamos três deles, mas um conseguiu matar o homem que eu estava ajudando e agora vinha em minha direção e o cabo de vassoura que eu usava pra me defender havia quebrado quando eu o enfiei dentro de um dos zumbis que eu tinha derrubado.
Corri até um banheiro que havia próximo do pátio, mas sua porta havia sido arrancada do lugar. Eu peguei a porta e coloquei no lugar e fiquei a segurando para não cair. O zumbi estava do lado de fora tentando derrubar a porta e incrivelmente ele estava consciente do que fazia, pois dizia para eu desistir que não havia como escapar e que ele me pegaria cedo ou tarde.
Lembro de ter segurado a porta tão insistentemente quanto ele insistia em tentar derrubá-la e eu pensava comigo mesmo: "Eu não vou desistir, eu vou sobreviver até o fim.". Após isso não consigo mais me lembrar do desfecho dessa disputa, mas creio eu que eu não desisti de ficar vivo, é mais fácil o zumbi ter desistido de mim.

Família e Mortos

Esta noite foi turbulenta em estranha com relação aos meus sonhos, pois tive dois sonhos com mortos e um deles foi o seguinte:

Mundo Irreal: A Família Morta


   Estava anoitecendo e alguém tocou a campainha de casa, fui atender e era um caminhão grande que trouxe 4 grandes embrulhos em panos brancos parecidos de algodão. O entregador os deixou na varanda de casa e minha mãe, meu pai, minha irmã e eu ficamos olhando para os embrulhos, quando percebi que se tratavam de corpos de 4 pessoas e quando fui olhar os corpos eram exatamente nós 4.
   Os corpos estavam enrolados como múmias antigas e por mais estranho que parecesse estávamos tratando aquilo como naturalidade e planejávamos como enterraríamos a nós mesmos, e tenho que confessar que isso foi assustador.
   Mais assustador ainda, foi que anoiteceu e eu fui dormir e levei o meu corpo morto pra cama comigo e o deixei deitado do meu lado. Eu já ia dormir e percebi que o meu corpo antes morto agora estava se movendo. Fiquei com um pouco de medo, mas percebi que pelo fato de estar todo enrolado naquele pano estava com dificuldade de respirar, então desenrolei sua cabeça e ele (ou melhor, eu) sorria para com um olhar macabro e então percebi que não era eu, meu corpo, que estava vivo, mas que tinha algo possuindo meu corpo morto.
   Me lembro que conversamos algumas coisas, só não me lembro o que foi, mas em certo ponto da conversa eu resolvi acabar com aquilo e mandei aquela coisa maligna soltar o meu corpo e ir embora da minha casa e no mesmo instante ele se retirou e o meu corpo voltou a ficar inanimado, então fui dormir. Nunca tive um sonho como esse antes e nem quero ter mais nenhum do tipo, porque não é nada agradável você se lembrar de estar morto.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Rámoon: Filho do Sol e da Lua - Cap. 1

E como prometido estou postando mais um de meus livros e este é um dos melhores na qual estou trabalhando. Então comentem e curtam o 1° capítulo:

RÁMOON: Filho do Sol e da Lua
Capítulo 1
INICIO


Era final do ano 2000 quando começaram os boatos sobre um grande eclipse global, muitos acreditavam que com o inicio do novo milênio viria o fim do mundo. E quando os cientistas e astrônomos anunciaram que todo o planeta iria se escurecer por completo exatamente no primeiro dia do novo milênio aguçou-se a imaginação de todos sobre quais seriam as conseqüências desse fenômeno.
Alguns imaginavam que Deus voltaria para buscá-los, já outros acreditavam que seres extraterrestres viriam pra Terra. Mesmo após os astrônomos declararem que era apenas mais um acontecimento natural, as pessoas continuaram a dar asas a sua imaginação.
As várias histórias se repercutiram até o dia do tão comentado eclipse, onde para não gerar um caos no planeta os governos mundiais impuseram um toque de recolher durante o acontecimento para evitar que as pessoas saíssem nas ruas se matando, saqueando e fazendo baderna.
Logo o dia chegou e todos ficaram em suas casas durante o eclipse que não teve nada de tão especial, como um armagedon ou vinda de extraterrestres. Foi apenas um eclipse como qualquer outro para toda humanidade, a não ser para uma pequena família que vivia afastada da cidade grande. Era a família Silver, que naquele momento estavam felizes por estarem todos juntos no primeiro dia de um novo milênio.
O Sr. e a Sra. Silver estavam muito felizes pois o seu primeiro filho iria fazer seu primeiro aniversário no primeiro mês do novo milênio.Já estavam planejando tudo no momento em que o eclipse aconteceu, quando de repente no meio da escuridão ouviram a campainha tocar:
- Querido vai ver quem está tocando a campainha! Deve ser algum vizinho precisando de algo.
- Ora! No meio do eclipse?! Só pode ser o Tom querendo algo emprestado!
Ao atender o Sr. Silver assustou-se por não ver ninguém na porta, mas ao olhar para os degraus da escada percebeu que havia algo lá. Ele estava meio apreensivo em sair no escuro para ver o que era.
- Edna me traga a lanterna tem algo aqui fora.
- Aqui está querido. Mas o que é?
E quão grande foi a surpresa deles ao ver que se tratava de uma cesta com uma criança abandonada em sua porta.
- Miler!!! Veja só! Abandonaram uma linda criança na nossa porta!
- Olhe querida! Tem um bilhete na cesta.
Então o Sr. Silver pegou o bilhete e o leu para sua esposa:

“Eu sinto muito por ter que deixar o meu filho nas mãos de outros, mas peço que me entendam, só estou deixando-o com vocês para poder protegê-lo do pior.
Tomem conta dele como se fosse um filho nascido com seu sangue, cuidem bem do meu principezinho e quando chegar o momento eu peço a vocês que deixem meu pequeno Rámoon seguir o seu destino.
Agradecerei por toda a minha vida por cuidarem do meu filho.
Muito obrigado por tudo!
Ass.: Luna”

Comovida com a carta a Sra. Silver pegou a criança em seu colo com muito carinho:
- Pequeno Rámoon, como uma mãe pode abandonar um filho tão bonito como você?!
- Ora querida, ela devia estar com problemas para criá-lo. Olhe as mãos dele!
Então ao ver melhor a criança perceberam que na palma da sua mão direita tinha uma marca de queimadura no formato de um sol.
- Meu Deus Miler! Que tipo de pai marcaria seu filho como se fosse um animal? Quem seria tão cruel?
- Não sei querida. Talvez seja por isso que essa tal de Luna o abandonou.
- Querido olhe só!
E ao pegar a mão esquerda de Rámoon percebeu que a sua palma também estava marcada, mas era uma marca fria que parecia ser de nascença no formato de uma meia-lua.
- Não se preocupe você ficará seguro com a gente. Não é querido?
- Tem certeza que vai querer ficar com ele Edna?
- Claro que tenho! A mãe dele confiou em nós para o criarmos e é exatamente o que faremos. Vamos cuidar dele como se fosse nosso filho.
- Tudo bem querida, mas temos que fazer tudo de acordo com a lei. Vamos esperar o eclipse e o feriado passarem para registrá-lo como nosso filho.
E assim que o eclipse e o feriado passaram o Sr. e a Sra. Silver deram entrada nos papéis de adoção para adotá-lo e registrá-lo. Tudo correu bem, por incrível que pareça não houve muita burocracia no processo e em pouco tempo Rámoon já era oficialmente membro da simples família Silver e passou a se chamar Rámoon Silver.

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Espero que tenham gostado e podem aguardar mais novidades em breve. Abraços para todos e até a próxima. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Realidade

Se tem uma coisa que me deixa preocupado é quando meus sonhos são normais demais e beiram muito a realidade, e o que me dá mais medo é quando eu consigo lembrar perfeitamente destes sonhos. Esta noite tive um desses e não foi muito agradável, mas mesmo assim estarei relatando ele a seguir:

Mundo Irreal: Realidade

Eu e minha namorada parecíamos estar em viajando de moto para alguma cidade próxima da nossa. Nós nunca tínhamos ido lá, mas eu sabia por onde ir para chegar até o meu destino. Dizem que os homens nunca param para pedir informações e nesse caso essa teoria se confirmou, pois a todo o momento minha namorada me pedia para perguntar alguém se o caminho que estávamos trilhando era o correto, mas eu sabia que era e não parava para perguntar.
Quando chegamos na suposta cidade ela estava meio brava comigo e ainda desconfiava que aquela não fosse a cidade certa. Então foi descendo rapidamente da moto, já era noite, e havia três homens (meio suspeitos) a qual ela foi descendo da moto e se dirigiu até eles para perguntar se aquele era mesmo a cidade pra onde íamos.
Os homens ficaram olhando-a com desejo, no momento me deu vontade de descer da moto, ir até eles e espancar um por um, mas quando já ia descer da moto ouvi eles falando pra ele que aquela realmente era a cidade que procurávamos e ela voltou em minha direção e entrou em uma casa que se parecia muito com a casa dela.
Lembro que os homens ficaram de olho na casa onde ela havia entrado e eu fui embora olhando para os três e pensando que eles poderiam tentar fazer algum mal contra ela, pois ela estava sozinha na casa onde havia entrado e que eu deveria voltar e ficar com ela. Depois disso já não me recordo se eu retornei que sim, mas para o bem dela e meu eu espero que eu tenha feito isso, pois eu jamais permitiria que algo de ruim acontecesse com alguém se eu puder impedir.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Vitae - Capítulo 1 - 1° Parte


Esta é mais uma das minhas obras em desenvolvimento que estarei postando por aqui para vocês apreciarem.
CAPÍTULO I – Como Começou



1° Parte: Refletindo num satélite

LOCAL: Observatório Lunar
 - A Terra. Vista daqui de cima, parece um lindo lugar para se viver. É uma pena que não seja mais habitável por humanos. Meus pais sempre me contavam sobre a época em que o mundo acabou. Diziam que tudo foi culpa dos humanos, mesmo a destruição sendo provocada pela própria natureza. A poluição, o caos e a falta de consciência de que precisavam da natureza para viver foi o que a fez se rebelar contra os homens. Acho que o próprio planeta quis se livrar do lixo que o estava matando. Diziam que todos os fenômenos da natureza, os animais selvagens, os microorganismos e até mesmo coisas inanimadas na Terra resolveram se unir para eliminar os humanos, e por mais avançada que fosse a tecnologia e as armas deles, elas serviram apenas para protegê-los por algum tempo até que conseguissem um outro refúgio para recomeçar a vida. Pensaram em habitar o planeta Marte, já que haviam encontrado indícios de um leito de um rio subterrâneo em uma região isolada do planeta vermelho e então enviaram uma equipe de reconhecimento pra lá, mas o tempo dos homens na Terra já havia acabado e enquanto não tinham a certeza se poderiam ir morar em Marte, resolveram habitar o astro mais próximo: a Lua. E é daqui que agora só podemos admirar o antigo planeta. Já faz 20 anos que estamos neste pequeno satélite, esperando que um dia consigamos encontrar um planeta que ofereça condições melhores para habitar vida, já que a 1° expedição a Marte nunca retornou de sua jornada e os recursos de que dispomos mal dá pra nossa sobrevivência. Só nos resta esperar por um milagre. Eu pessoalmente nunca pisei no planeta terra, pois nasci aqui, em solo lunar, assim como muitos outros, humanos lunares, seres sem um planeta que se possa chamar de lar.
 - Oi! Jackson!!! Como vai? O Conselho diz que vai fazer um anunciado mais tarde, dessa vez estou preocupado. Ouvi uns comentários que dizem que vamos ter mais racionamento nos suprimentos de energia do Domo.
 - Oi Douglas! Eu estou bem sim, mas acho que você é que não está. Não devia se preocupar, já tivemos racionamentos de energia antes e correu tudo normal. O Domo só é desligado quando eles têm certeza que nada irá afetar a nossa sobrevivência.
 - É você disse isso da ultima vez. Lembra o que aconteceu? Um meteorito vindo não sei da onde acabou com a cápsula de vivência da família Ores.
 - Sim, eu lembro. Mas também foi a única vez que isso aconteceu. Então não acho que algo de tão ruim irá acontecer se desligarem os campos de proteção do Domo por algumas horas.
< - Atenção cidadãos da Lua! Temos um importante comunicado a ser feito. Compareçam todos no centro de convenções imediatamente. >
 - Eu te disse!!! Só pode ser coisa muito séria pra convocarem todos!
 - Está bem Doug. Agora, vamos logo ver do que se trata.