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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Luzes


    Sempre tive sonhos diferentes de sonhos normais e sempre percebia que alguns dos meus sonhos eram mais que meros frutos do inconsciente. Existem três que eu não tenho certeza se eram realmente sonhos ou recordações, mas ainda guardo suas lembranças na memória e mais outro que tenho quase certeza de ser um sonho. Mas onde quero chegar é que talvez haja uma conexão entre eles. Então vou contá-los em uma espécie de ordem cronológica:

Mundo Irreal: Sonhos Iluminados



1° - Tenho algo como uma lembrança de parecer estar no ventre da minha mãe, dava a impressão de eu estar completamente imerso em um liquido transparente, eu não enxergava muito bem, via apenas coisas embaçadas na minha frente e também estava com meus movimentos reduzidos. Conseguia ouvir vozes meio distantes, mas não conseguia entender os que diziam, até que certo momento vejo uma luz muito forte e esta lembrança/sonho se encerra.

2° - Tenho uma lembrança de ainda ser uma criança entre 1 a 2 anos de idade e de minha mãe me colocar dentro de local como um baú ou um guarda-roupa que ao ser fechado ficou completamente escuro, eu não entendia o que estava acontecendo e estava com medo e chorando até que o local foi aberto e eu estava dentro desse baú/guarda-roupas sendo carregado mansamente por uma pequena correnteza de um rio e um belo dia se apresentava ao meu redor, mas o medo do desconhecido não passava. Foi quando uma bola luminosa apareceu por sobre minha cabeça e começou a me seguir e eu pude ouvir uma voz mansa e calma masculina dizendo: "Não tenha medo, vai ficar tudo bem." E depois disso não me recordo de mais nada.

3° - Nesse eu já tinha uns 7 anos de idade, eu estava andando na rua próxima a casa da minha avó, já era noite e foi quando eu vi cair uma luz do céu na rua bem ao lado. Fui correndo ver o que era, mas ao chegar ao local onde a luz supostamente havia caído não havia nada, nem mesmo uma pequena marca de queimadura ou algo, foi quando olhei para o céu e a mesma luz que eu tinha visto cair estava caindo em minha direção e após isso não me recordo de mais nada.

4° - Este sonho que tive já ocorreu quando eu tinha uns 15 anos de idade. Era noite, estava tudo escuro, eu estava agachado na beira de um rio muito calmo de águas escuras que faziam o meu reflexo aparecer em sua superfície, na minha frente não se via nada além de escuridão pura e por trás de mim havia uma densa floresta também muito escura e medonha. Eu estava olhado meu reflexo na água, um reflexo sério e misterioso quando do fundo do rio, abaixo do meu reflexo, veio uma luz muito forte em minha direção, eu fiquei imóvel e pude ouvir uma voz em tom grave e sério dizendo "Este é o seu  destino" enquanto a luz me atingia me lançando contra a floresta, mas nisso eu acordei em meu quarto e estava sentado na minha cama escorado na parede, como se algo tivesse me lançado lá.

    Eu não tenho muita certeza do que se tratam esses sonhos/lembranças, mas seja o que for  aquela "luz" creio haver alguma conexão entre eles.

Meteoros e Estrelas

Recentemente tive diversos sonhos onde eu me encontrava observando o céu e em um deles algo inesperado aconteceu. Confiram como foi mais este sonho:

Mundo Irreal: Céu Cintilante


    Eu me encontrava reunido em casa com minha avó e minha mãe. As duas estavam na cozinha de casa conversando enquanto assistiam a TV. Era noite e lá fora de casa dava pra ver que não haviam nuvens no céu.
    Resolvi sair para fora e fiquei no quintal a admirar a grande quantidade de estrelas brilhantes que se podia enxergar e lembro de pensar comigo mesmo: "Tem muitas estrelas aqui pra um céu de cidade que mal dá pra ver tantas quanto hoje".
    Olhando para as estrelas percebi em um ponto do céu que algumas começaram cintilar rapidamente e voltei todas as minhas atenções para elas. Brilhavam e piscavam intensamente como se fossem pisca-pisca de árvore de natal e era realmente o que estavam parecendo, pois de repente começaram a se ligar em raios de luz que saiam de uma para outra como se ligassem pontos brilhantes no céu para se formar a imagem de uma constelação.
    As estrelas brilhavam sem parar e se ligavam formando linhas em zig-zag no céu, como se fosse uma costura ou como se abrisse uma cicatriz na pele do mundo. Estranhando esse acontecimento voltei para dentro de casa para contar pra minha mãe e avó o que eu estava vendo. Quando entrei para contá-las sobre a estranheza das estrelas no céu, ouvi uma chamada de plantão da Rede Globo na TV e todos voltamos nossas atenções para o que seria anunciado.
    Me lembro de ter pensado: "Vão falar das estrelas que eu vi." E na tela da TV aparece a Fátima Bernardes sorridente e alegre dizendo: " - Neste momento o Brasil está sendo atingido por uma grande quantidade de meteoros." E sem retirar o sorriso do rosto concluiu: " - Voltamos logo com mais informações."
    Pensei comigo mesmo: " Porque diabos alguém daria uma noticia dessas sorrindo de alegria?" Isso já não me importava, pois agora eu sabia que a grande quantidade de estrelas que eu via no céu eram realmente meteoros vindo de encontro com a terra e as linhas de luz que as ligavam em zig-zag poderiam ser explosões de choques entre meteoros.
    Saí lá para fora para dar mais uma olhada no céu e para minha surpresa a cicatriz brilhante desenhada no céu pelos meteoros se abriu como uma grande fenda e de dentro dela surgia uma enorme nuvem cinza que tomava e escurecia todo o céu. Desse nuvem caiam pequenos grãos de poeira cinza que sujou todo meu corpo e naquele momento eu voltei para dentro de casa.
    A partir daí não tenho mais nenhuma lembrança do que houve, talvez eu tenha acordado, mas continuo me perguntando o porquê da Fátima Bernardes estar tão alegre por estarmos sendo atingidos por uma chuva de meteoros.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Dia do Fim




       Tudo começa em uma bela manhã de sol no ocidente. Em alguns países as nuvens cobriam os céus, mas deixavam transpassar em algumas brechas a intensa luz dos raios de sol, enquanto em outros países chovia uma leve e refrescante garoa que parecia querer perdurar pelo restante do dia a seguir. As pessoas em todos os locais agiam como de costume, seguindo seu roteiro diário no cotidiano de suas vidas. Algumas se levantavam, ainda meio que sonolentas e olhavam pela janela, confirmando o surgimento de um novo dia, uma nova oportunidade para viver. Algumas retornavam para casa após o cansativo expediente na longa jornada da noite fria, esperando apenas encontrar em seus quartos o descanso merecido após o árduo trabalho.

       De todas as formas todos seguiam seus rumos, cheios de esperança, de sonhos e pensamentos, focados nas suas realizações de maneira que contribuíssem com seu crescimento pessoal e coletivo da sociedade onde estavam inseridas. Lógico, que para algumas pessoas a realidade é sempre mais cruel, mendigos, abandonados, crianças órfãs, criminosos sem esperança, idosos desiludidos, psicopatas sem solução, suicidas sem razão para viver e ainda assim estavam todos exercendo sua humanidade perante a natureza que os cerca e sequer se importa se estão vivos ou não.

        A grande ilusão de todas essas pessoas que procuravam viver era pensar que tinham de fato algum controle sobre suas próprias vidas, e neste dia, neste último dia, aprenderiam que universo é maior do que o ego de cada um os permitiu enxergar.

       Quem imaginaria que uma explosão ocorrida no momento em que tudo surgiu seria a responsável pelo momento em que tudo deixou de existir. Os chamados cientistas, homens do saber, pensavam que a partir de uma simples massa densa que explodiu se deu a existência de tudo, mas não conseguiam enxergar além, não enxergavam que a explosão da massa densa que conseguiam observar com muita dificuldade através de seus poderosos telescópios nada mais era que a visão do seu próprio fim.

       Em algum lugar no centro de toda a existência do nosso belo planeta azul, um elemento, apenas um minúsculo e quase que insignificante elemento, era o responsável pelo equilíbrio de tudo que há no sistema de vida e evolução de todo o cosmos. De todos os gigantes planetas que habitam todas as infinidades de estrelas distantes apenas ao redor do sol se encontra o centro da vida pensante. Pensantes sim, inteligentes não. Até mesmo os insetos com toda sua simplicidade sabem o valor do equilíbrio em suas colônias e estes sim são inteligentes, inteligência coletiva, que mantém a ordem. 

       A suposta inteligência humana os fez ter ganância, uma vontade incontrolável de evoluir independente de outros, individualmente. Essa vontade quebrou o elemento minúsculo do equilíbrio chamado “coexistência”, onde a própria natureza por mais entrópica que seja procura estabelecer uma relação de existência mútua, mas dessa vez os seres autodenominados inteligentes ultrapassaram os limites da coexistência ativando na natureza o botão de reinicio, onde todas as coisas de um sistema corrompido serão descartadas e novas serão acrescentadas.

       Aquela manhã calma e tranquila, com sol, nuvens e chuva estava prestes a se transformar. Poucas horas após o amanhecer, os lindos países ensolarados começaram a escurecer lentamente com nuvens escuras vindas de todas as direções, as pessoas esperavam chuva e antes de sair de suas casas se prepararam com guarda-chuvas e capas. Aqueles que não os tinham, já procuravam um local coberto para se manterem abrigadas. O céu anunciava, as pessoas entendiam, ou pensavam assim elas. Em pouco tempo toda a Terra já estava em trevas, e até mesmo onde havia chuva, as gotas cessaram e se manteve apenas a escuridão.

       Postes já iluminavam as cidades, a noite parecia ter se adiantado, pois não havia brechas entre as nuvens para passar sequer um mínimo brilho de raio de sol. Todos sentiam aquela brisa fria que circulava pelas ruas, através dos prédios e construções, um vento leve e esguio que parecia querer conversar ao causar barulhos parecidos com assobios de uma criança que acaba de aprender juntar os lábios e assoprar para produzir o som. Noticiários já anunciavam o tempo mudado em todas as regiões, mas sequer compreendiam a razão da escuridão. 

       Autoridades, como sempre, apenas diziam que vai ficar tudo bem, que todos se mantivessem calmos e de preferência em suas casas, mas nem mesmo eles e seus mais inteligentes órgãos responsáveis imaginavam do que se tratava. O mundo estava fechando os seus olhos, entrando no mais profundo sono, onde tudo desaparece e só nos resta a escuridão. As pessoas sentiam em seus corações que a natureza estava lhes dizendo de uma vez por todas “Adeus”.

       Até mesmo nas cidades rurais e nos campos, podia se sentir o frio da natureza a desfalecer, pois os animais selvagens ou domésticos simplesmente deitaram no chão, ou repousaram em galhos e ninhos. Eram inteligentes e sabiam que nada tinha que se fazer a não ser aceitar o que o grande destino havia decidido, então apenas relaxaram. Não se ouvia um canto sequer de um pássaro, nem mesmo o barulho incômodo de mosquitos e muriçocas, cães não mais latiam. Os seres se silenciavam para ouvir apenas o mundo chorar por não poder mais suportar a existência que havia lhe tirado o equilíbrio.

      Aqueles em suas casas ou trabalho que estavam conectados a todo o momento, esperando em seus computadores as noticias do que estava acontecendo se assustaram ao ver que a sua conexão já não estava mais ativa. A primeira reação era reiniciar os seus modens e roteadores na esperança que a conexão também reiniciasse, mas ficaram frustrados ao ver que não resolvia. O mundo queria que se desconectassem de seus estúpidos e insignificantes aparelhos e se conectassem com a verdadeira natureza onde obteriam as suas respostas, mas os seres inteligentes são espertos demais para precisar da natureza e ao invés de sentirem a resposta, pegaram seus caros e modernos telefones, celulares e smartphones para ligarem para as autoridades em busca de respostas.

       Mas a natureza é sábia, pois tudo que existe, criado ou não pelo homem certa vez fez parte da natureza, eram todas as coisas, antes de serem equipamentos, apenas matéria-prima. As ondas de rádio e qualquer outro tipo de transmissão são nada mais que parte da natureza, o homem pode pensar ter o controle sobre ela, mas não tem. Tudo era permitido pela natureza, para ser utilizado, e da mesma maneira que ela permitiu, ela também pode escolher não abrir mão. Televisores, rádios, celulares, telefones, todas estas coisas não passavam agora de peso de papel sem valor algum emitindo apenas sons de estática, sons que pareciam não ter significado algum, mas na verdade era a natureza dizendo “Me escutem com teus próprios ouvidos e me sintam com teus próprios corpos”.

       E para fazer com que os homens a sinta a natureza então tentou tocá-los. A terra treme, as construções se balançam e dentro delas os homens que as construíram. Aquelas feitas sem boa estrutura caem ao chão e são abraçadas pela terra que as recebe de volta com o mesmo prazer que se tem ao abraçar alguém que se tem muita saudade. Pessoas são fracas, mais fracas que as construções que criaram, e quando sentem o abraço da terra, não suportam o quão apertado ele é.

       Com medo de que o abraço da terra os “sufoque” até a morte, saem de suas construções e vão para lugares abertos e iluminados pelas grandes lâmpadas dos postes pensando estar seguros. Mas a natureza não deseja que os homens fiquem cegos com a luz falsa emitida pelo aquecimento de um filamento de cobre, então as águas que abastecem as usinas hidroelétricas se agitam em protesto aquela falsa luz, um falso poder, que homens enxergam, as águas invadem com todas as suas forças neste processo as instalações, rompendo as barragens, causando sobrecargas e desligando tudo aquilo que ainda fazia o homem se sentir no poder.

       Escuridão, frio, desespero, morte, caos. Sentimentos que ecoavam através dos gritos humanos em agonia, indefesos e impotentes diante de tudo que mudaram, diante de tudo que criaram e diante do desequilíbrio que causaram. Mas de todo o sofrimento quem mais sofre é a natureza, que nos viu crescer, nos viu desenvolver, mas não nos viu de fato evoluir, mas sim regredir e por causa dessa regressão tudo estava por um fio de sentir o sopro de sua ultima respiração.

       Se a escuridão já nos cegava mesmo estando de dia, ao anoitecer foi o frio que nos matava. Uma noite gélida onde não se via lua, não se via estrelas, não se via nada, apenas se ouvia murmúrios de dor e de lamento até mesmo daqueles descrentes de religião que agora buscavam consolo clamando para um poder maior que os salvasse, mas esse poder não viria, esse poder não os salvaria, esse poder era o que os estava dando naquele momento a liberdade da vida em que todos se prendiam esperando apenas a morte.

       Mas a natureza é compreensível e sabe que necessitamos de calor, sabe que o calor aconchega e nos faz sentir seguros, então resolveu esquentar um pouco as coisas. Mais tremores e do centro da terra a natureza nos mandou o que tem mais quente e aconchegante que se pode ter, tão quente como o calor do sol foram os rios de lava que começaram a ser lançados de dentro da terra em vários picos e montes, onde nem mesmo se pensava ser possível a atividade vulcânica. Os que morriam de frio, agora morriam queimados. 

       O ser humano é confuso e nem mesmo a natureza consegue satisfazer os seus desejos, pois agora choravam e pediam por algo que os esfriasse. E a natureza já começa a entender o porque de não podermos coexistir. Do mais fundo dos oceanos, mesmo sem a lua a mostra, sobe toda a maré, mais alta que todo e qualquer tsunami que o mundo já viu, como uma gigantesca besta marítima, produzindo um som abafante que fez calar todos os choros por um instante. Silêncio.

       E a água limpa o chão, como uma mãe limpa seu filho lhe dando um banho com tanto afinco, não lhe deixando rastro algum de sujeira. Afinal a mãe natureza apenas estava tratando com cuidado os últimos minutos da cria que não mais lhe reconhecia como uma mãe e por tratar a sua cria traidora com carinho, sabia ela que seria repreendida ao fim de tudo pelo grande pai que não mais aceitava os desaforos dos seres imperfeitos que criou.

       Do grande pai Céu vem o sinal de que tudo chegou ao fim. O céu que era escuridão em nuvens negras agora era tão claro como o dia, mesmo estando noite, lança sobre a terra as suas brilhantes lágrimas que ardiam em chamas ao tocar na face da terra. Não eram lágrimas moles e liquidas, mas lágrimas duras de um pai que sofre com a decepção que seus filhos lhes trouxeram. E no fim nem mesmo a própria terra aguentou o peso que as lágrimas traziam e se desfez como um coração de vidro quebrado em mil pedaços que nem mesmo com a mais poderosa cola, voltaria a se juntar.

       A reação que um coração quebrado traz para um corpo é mais profunda que uma ferida feita por uma arma e assim todo o corpo universal, como a mente de alguém que amou com todas as suas forças alguém que o traiu no fim de tudo, se abalou completamente trazendo enfim o fim de tudo.

     "Espero que tenham gostado deste conto que resolvi criar, em especial para o suposto fim do mundo dia 21/12/12."

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

RELIGIÃO Vs CIÊNCIA: EM QUE ACREDITAR DATAS PRECISAS OU POSSÍVEIS PREVISÕES




POR GONÇALVES,A.P.D.


       Segundo França, Aderino 2012 publicou a seguinte matéria em seu blog: O próximo dia 21 de Dezembro, a terra entrará em um anel chamado O Cinturão Fotônico a 1:00 da manhã quando haverá um apagão no planeta e serão 3 dias de escuridão. A NASA confirmou ontem, 8 de Dezembro de 2012. Dizem que quando ficar completamente escuro, ficará frio e terá flashes de luz. Não acontecerá nada, é só um fenômeno extraordinário que acontece a cada 11 mil anos. É recomendado permanecer em suas casas já que a energia não funcionará e nem aparelhos eletrônicos. Os 3 dias de escuridão passarão e é isso que o calendário Maya se referia.


      Ao analisar algumas passagens bíblicas em apocalipse podemos observar que, na bíblia relata que nos últimos dias o sol aquecerá 7 vezes, observa-se que nos últimos tempos temos calor excessivo em todo mundo e varias erupções solares e tão pouco espaço de tempo entre eles, ainda nas escrituras sagradas relata que na terra ficará sobre escuridão total pode-se olhar em qualquer bíblia em Apocalipse 6.12 E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue; assim como também Apocalipse 9.2 E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha, e com a fumaça do poço escureceu-se o sol e o ar.; Em Apocalipse 8.12 E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite. ;


       Em apocalipse 9:02 nota-se que a passagem pode estar citando os supervulcões, dentre eles temos o Supervulcão Yellowstone EUA, um dos maiores do planeta, que tem sua caldeira com mais de 60km de diâmetro.


       Segundo os Cientistas se o Yellowstone entra-se em erupção, ela duraria 5 dias, cerca de 3 meses após a erupção uma imensa e densa nuvem de poeira vulcânica cobriria o Hemisfério Norte, fazendo as temperaturas baixarem para -30ºC. Ao mesmo tempo o Hemisfério Sul teria uma estação de seca que duraria tempo indeterminado e temperaturas que chegariam a 50º C. Imediatamente após a erupção um gás mortal e venenoso, atingiria a temperatura de 900ºc espalhando e incinerando tudo em um raio de 1900 km devastando varias regiões do Kansas, Nebraska, Livigstone, etc. As partículas do gás poderiam espalhar-se ainda mais longe, matando várias pessoas por envenenamento ou asfixia. A erupção também se resultaria em um tremor de terra que atingiria 8.9 graus na Escala Richter, uma onda subterrânea que iria espalhar até o oceano, causando um enorme tsunami com ondas de ate 55 metros, que iriam devastar a áreas da Europa, América Central, América do Sul e Ásia. A ultima erupção de um super vulcão ocorreu a 74 mil anos atrás.


       No evangelho de Apocalipse 8:8-12 diz:E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se sangue a terça parte do mar.E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das naus. E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas. E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite. Nota-se partes do que pode ocorre em Yellowstone. 


       Mas e a tocha vinda do céu?! E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas.
E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas.


       Conhecido como Hércólubus, a Bíblia o chama "Absinto", também é conhecido com o nome de "O Grande Rei do Terror" por Nostradamus, já os antigos Maias, denominaram-no de "Estrela Baal", para os Sumério Niburi. Cada cultura possui um nome diferente para este planeta citado por alguns cientistas como o 10º planeta, popularmente falando o 2º Sol.


       É descrito pelo autor RABOLÚ, V.M., em seu livro Hercolubus or Red Planet. Segundo ele, esse planeta estaria se aproximado perigosamente da Terra, como no passado, quando teria destruído Atlântida . Joaquim alega que Hercolubus se aproximará novamente da Terra e que a única forma da humanidade se salvar do cataclismo seria a eliminação dos defeitos psicológicos e a projeção astral consciente. Já alguns, julgam que Hercolubus seria a estrela Barnard, o que na realidade não procede, pois tal estrela foi medida e sua distância é de 5,98 ± 0.003 anos luz da Terra. De acordo com GILBERT, Holly física solar da NASA em um documentário científico apresentado no Discovery Channel alega que não possui conhecimento do mesmo e que uma estrela dessa magnitude já poderia ser vista a olho nú em varias partes do mundo.Para alguns bloguerios ele esta entrando em nosso sistema solar, é maior que a terra, alguns acredita ter a mesma proporção do sol, e antes era apenas duvida da existência dele, mas agora que ele já esta cada vez mais próximo, e inclusive já tem vários locais onde se pode avistar ele a olho nú sempre ao lado do sol, por isso ele é chamado de "segundo sol" .No youtube, há vídeos amadores sendo postados de pessoas que relatam que viram o Nibiru. Em alguns blogs também relatam que Ele não esta em rota de colisão com a terra porem somente a possibilidade dele passar próximo a terra e o sol, poderemos sofrer conseqüências devastadoras em nosso clima, vários terremotos de grande proporção, tsunamis, calor, frio, e também irá colocar vários vulcões em atividade. 


       Em base nas passagens bíblicas citadas, pode-se notar uma grande coincidência com algumas passagens bíblicas citadas por João em Apocalipse. Mas profecias como as de Nostradamus e Maias cocam data com precisão e na bíblia em Apocalipse 3:3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.


      Mas de acordo com a bíblia estaria este o apocalipse já esta se cumprindo, coincidência bíblica é cientifica não sei, mas deixaremos o futuro falar por si só.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Vitae - Capítulo 1 - 3° Parte

Trago à vocês a 3° parte do 1° capítulo de Vitae.

Cont. Capítulo 1 - Como Começou


3° Parte: Trabalho sujo

LOCAL: Torre Lunar
 - Senhores e senhoritas, sejam bem vindos a nossa base de operações da Torre Lunar. Eu sou o Capitão Joriel e estarei no comando desta grande missão. Irei coordenar cada um de vocês nas suas tarefas daqui pra frente. Vocês, a partir de agora, serão a esperança de sobrevivência da raça humana, portanto, passem a tratar esta missão com o máximo de seriedade. Sei que grande parte de vocês não possui nenhuma experiência militar, mas foram chamados aqui por serem os melhores no que fazem e assim como o povo da Lua confia em seus dons, eu também conto com vocês para o sucesso da missão. Dito isso, chamarei cada um de vocês e lhes darei suas incumbências.
 - Nossa Jack, o que será que vamos fazer? Talvez nos coloquem como pilotos.
 - Pilotos!? Não sonha Doug, agente nem sabe dirigir um veículo normal, quanto mais pilotar uma nave espacial. Agora fica quieto, ele está chamando os recrutas e dando as instruções.
 - Os próximos são: Douglas Mey e Jackson Ram.
 - Vamos Doug, ele nos chamou.
 - Sim senhor, senhor!
 - Gostei da empolgação rapaz, mas veremos se vai mantê-la por muito tempo. Pois bem cavalheiros, a sua tarefa nesta missão pode ser considerada uma tarefa das mais importantes e nem tampouco perigosa. Estão prontos pra sua missão?
 - Sim senhor!
 - Estamos senhor.
 - Vocês serão responsáveis pela limpeza e conservação da higiene nos alojamentos e na nave que está sendo preparada, até a partida da mesma. E após isto estarão dispensados dos seus serviços.
 - O que? Tem certeza que é isto senhor? Deve ter algo errado, eu achei que seriamos pilotos ou algo do tipo.
 - Doug, calma.
 - Ora recruta, você será piloto sim, mas da máquina de faxina. Agora vá logo pro alojamento 07 e se preparem, pois o hangar de consertos está uma bagunça.
 - Sim senhor. Vamos Doug.
 - Tudo bem, vamos.

LOCAL: Alojamento 07
 - Cara! Eu não acredito que fizeram isso com agente! Vamos ser meros zeladores e o pior é que nem iremos pra Marte!
 - Não se estressa Doug, eu já esperava por isso. Eu disse a você. Mas agora, já que não tem outro jeito, vamos ao menos dar o melhor de nós nesta tarefa. Afinal, alguém tem que fazer o trabalho sujo.
 - E esse alguém deveria ser o chato do Capitão Joriel.
“O CAPITÃO JORIEL POSSUI UMA ALTA PATENTE E FOI DESIGNADO PARA OUTRA MISSÃO, POR ISSO NÃO PODE FAZER O TRABALHO SUJO PARA QUAL VOCÊS DOIS FORAM DESIGNADOS.”
 - AAAHHHH!!!! Você ouviu isso Jack? As paredes falaram!!!
 - Ouvi sim. Quem está ai?
“EU SOU ‘AIA’ – ACOMPANHANTE DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. EU IREI MONITORAR O SEU PROGRESSO NA MISSÃO, AVISÁ-LOS DAS SUAS TAREFAS E INFORMÁ-LOS SOBRE SUAS DÚVIDAS.”
 - Eu tenho uma dúvida.
“Então diga Sr. Douglas Mey. Qual sua dúvida?”
 - Em primeiro lugar, não me chame de senhor. Me chame só de Doug. Em segundo lugar, me diga, onde fica o refeitório?
 - Doug, nós nem nos preparamos ainda e você já quer lanchar?
 - Claro, eu to desde cedo sem tomar meu lanche de super-vitaminas.
“O REFEITÓRIO SE ENCONTRA NO SETOR LESTE SEGUINDO O CORREDOR À DIREITA.”
 - Obrigado AIA. Ei! AIA, a porta está trancada. Por quê?
“A PORTA ESTÁ TRANCADA PORQUE VOCÊS NÃO TÊM PERMISSÃO PARA SE RETIRAREM DE SEU ALOJAMENTO SEM ANTES SE PREPARAREM PARA FAZER A LIMPEZA NO HANGAR DE CONSERTOS.”
 - Eu te disse Doug, se apronte logo para irmos ao hangar e depois vamos ao refeitório. AIA, onde fica localizado o hangar de consertos?
“EU OS GUIAREI ASSIM QUE SE APRONTAREM.”
 - Nossa até o computador daqui é chato como o Capitão. O jeito é terminarmos logo o serviço para irmos lanchar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Guerreiros Da Luz - Capítulo 3 - 1° Parte

Olá pessoal! Depois de uma semana sem internet por causa de uma antena danificada, aqui estou eu novamente trazendo pra vocês a 1° parte do 3° capítulo de Guerreiros da Luz e logo mais estarei postando as continuações dos outros livros. Curtam e fiquem a vontade pra expressar suas opiniões nos comentários:


Capítulo 3: Amigos e Inimigos


Daquele dia em diante eu comecei a ficar conhecido pela cidade como um herói. Eu estava me sentindo tão bem com aquilo tudo que eu decidi que nunca mais ia fraquejar diante de nenhum inimigo e sempre faria o que era certo como um verdadeiro herói. O treinamento com o Allfa seguiu por algum tempo no controle do meu vôo e depois passamos a treinar os lançamentos de energia através das mãos à longas distâncias assim como eu havia lançado naquele bandido.
Nós fazíamos rondas pelas cidades voando e sempre que encontrávamos alguém em apuros nós ajudávamos. Tudo estava indo muito bem tanto no mundo imaginário quanto no real, pois eu estava me tornando mais feliz, alegre e descontraído, pois mesmo não tendo amigos reais eu possuía um amigo imaginário.
Eu não estava mais solitário e também não ficaria apenas só com o Allfa como companheiro de aventura. Certo dia no mundo real eu estava indo com o Allfa em forma de minha bicicleta juntamente com minha irmã para casa do meu primo. Chegando lá fui recebido pelo meu primo e já estava indo guardar a bicicleta quando o Allfa me disse que estava indo ao mundo imaginário e que voltava quando eu fosse embora para casa. Para minha surpresa meu primo e minha irmã também tinham ouvido o Allfa conversando e me perguntaram com quem eu estava falando.
O Allfa disse que talvez pela convivência parte da luz que havia em mim tinha passado para eles. O Allfa e eu explicamos tudo para eles e resolvemos treinar os dois assim como fui treinado, mas por mais incrível que pareça, o que eu levei meses para aprender os dois aprenderam em poucas semanas. Assim como meu nome de herói no mundo imaginário eu mesmo coloquei o nome de herói dos dois: Lore-girl e Feli-boy. Tá certo que mesmo tendo imaginação suficiente para voar e lançar energia pela mão eu não era muito criativo com nomes, mas eles gostaram e aceitaram.
Estava pronto, um quarteto de heróis. Agente não tinha um nome de grupo como o Quarteto Fantástico, Liga da Justiça ou Super-Amigos, mas ainda assim éramos muito unidos. Claro, todos tínhamos nossas diferenças, o Allfa era o mais equilibrado de todos nós, dominava com perfeição todas as técnicas, a Lore-girl ficou fera no vôo, o Feli-boy muito bom em combate corpo-a-corpo e eu um especialista em lançar energia pelas mãos. Lore-girl e Feli-boy eram mais novos que eu, mas isso não os impedia de quase se igualarem a minha força nos treinamentos e nas missões que fazíamos.
As autoridades das cidades próximas nos chamavam sempre que precisavam de ajuda em algum caso que os oficiais comuns não davam conta e foi assim que enfrentamos juntos seres dos mais variados tipos, que normalmente só existiam na imaginação das pessoas e o que fazia eles realmente existirem no mundo imaginário. Enfrentamos uma espécie de Saci gigante que atacava com furacões de vento, lutamos contra bandos de lobisomens raivosos, derrotamos bruxas loucas com seus feitiços e mais um bocado de lendas que no mundo imaginário se tornavam reais.
Ficamos cada vez mais conhecidos por muitos lugares devido à todas as nossas vitórias. Às vezes eu me perguntava se um dia apareceria um inimigo realmente forte que nos desse muito trabalho para derrotar. Arrependi de ter me perguntado isso, pois não demorou muito para que tudo mudasse entre nós e tudo ocorreu depois que recebemos um chamado.
Estávamos fazendo um descanso após ter salvado a filha de um empresário de uns seqüestradores, pensávamos que a missão havia acabado, mas o pai da garota que havia sido resgatada veio até nós dizendo que o autor do seqüestro não descansaria até conseguir o que havia pedido pelo resgate: Um cristal que estava guardado em uma indústria de posse do empresário.
No momento eu não havia percebido que valor um simples cristal teria, mas iria descobrir que os cristais são tão poderosos quanto valiosos. O Allfa nos explicou que o mundo imaginário refletia o que pensávamos e sonhávamos como se fosse um espelho, e que o cristal além de reflexão também causava a refração. Tá certo, eu não era muito bom em física na época, mas o que o Allfa queria dizer é que os cristais podiam propagar a energia da luz fazendo com que esta aumentasse. Ainda me lembro que ele disse:
 - Cristais com esse poder de armazenar e expandir a energia da luz não são encontrados neste planeta, apenas um destes existe aqui e teremos que protegê-lo de quem quer que esteja atrás dele.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Rámoon: Filho do Sol e Da Lua - Cap. 2-Parte 1

E como prometido eis que vos trago o 2° capítulo de Rámoon. Como ele é um pouco grande eu o dividi em duas partes e logo estarei postando a segunda, por enquanto aproveitem a primeira parte e não deixem de comentar:


Capítulo 2
PENSAMENTOS



Rámoon teve uma boa infância convivendo com a família Silver principalmente porque tinha um irmão com a mesma idade. Ele e Lexther sempre foram muito unidos, mas é claro que como todos os irmãos eles tinham suas briguinhas uma vez ou outra.
Os dois estudaram juntos durante a infância, mas Rámoon sempre se destacou mais nos estudos e por outro lado Lexther se dava melhor com os esportes e fazendo novas amizades. Por se interessar tanto nos estudos Rámoon adquiriu um gosto por música e tentou se aprofundar na área, então com 13 anos quis entrar pra uma escola de música que ficava em outra cidade. Coincidentemente Sr. Silver foi promovido no trabalho e teria que se mudar exatamente pra cidade onde ficava a escola de música.
Então toda a família Silver mudou-se para uma cidade grande, a cidade de Sidéria.
Já fazia dois anos que eles haviam se mudado para a nova cidade e estava próximo o ano novo e com ele o aniversário de Rámoon e Lexther. O Sr. e a Sra. Silver estavam planejando dar um presente especial pra Rámoon neste dia e queriam dar uma festa surpresa pra comemorar a data.
- Lexther meu filho!
- Fala pai! O que o senhor manda?
- Filho, você sabe que o seu aniversário e de seu irmão está chegando não é?
- Sim. O que o Senhor está pretendendo?
- Nada demais. Eu e sua mãe vamos dar o piano que seu irmão sempre quis e pra comemorar estamos querendo dar uma pequena festa surpresa pra ele. Sabe como é, chamar os amigos dele lá da escola de música pra comemorar.
- Pai o senhor lembra do ano passado que vocês fizeram uma festa surpresa pra mim?
- Claro que lembro!
- Então pai. O senhor falou pro Rámoon chamar os amigos dele não foi?
- Foi.
- E o senhor lembra quantos amigos dele tinha na festa?
- Não sei. Eu não me lembro.
- Pois é, não tinha nenhum amigo dele porque ele não tem amigos.
- Acho que não Lex. Aposto que se você chamar o pessoal da turma dele pra ir à festa eles virão.
- Bom, eu vou tentar. Hoje mesmo falo com eles.
Então Rámoon aparece bem no momento em que eles tinham acabado de conversar.
- E ai irmão! Vamos embora, hoje eu vou te acompanhar até a escola de música.
- Porque isso Lexther? Você nunca foi até lá comigo?
- Ora irmãozinho, eu to sem nada pra fazer. A galera viajou e eu to cansado de ficar dentro de casa.
- Bom, então ta certo. Podemos ir, mas vamos andando. Tudo bem pai?
- É claro Rámoon, é bom que vocês aproveitam a caminhada.
- Então vamos parar de enrolar e ir logo.
Rámoon pegou sua mochila e os dois saíram em direção à escola. Durante a caminhada Rámoon estava muito calado. Normalmente quando os dois andavam juntos, sempre conversavam muito. Lexther estranhando o silêncio dele resolveu puxar conversa.
- E então maninho! Como é que tão indo as suas aulas de piano?
Rámoon fez silêncio por um tempo sem responder nada, estava muito pensativo.
- Lexther. Eu posso confiar em você?
- É claro irmão! Sempre pode confiar em mim. O que ta acontecendo?
- Eu fico meio sem jeito em falar, até porque também não sei direito o que é!
- Já sei! Não precisa dizer mais nada. Pela sua cara só pode ser uma garota.
- Como você sabe?
- Vai ver é porque você fica falando o nome dela enquanto dorme.
- É sério!?
- Não. Eu tava brincando. Agora fala e me conta tudo.
- Bem, é o seguinte, faz um mês que essa garota se mudou pra cá e entrou pra minha turma de música.
- Não acredito! É a nova vizinha lá da rua?
- É ela mesma. Quando ela chegou na sala o professor Sant falou pra ela sentar comigo mesmo sabendo que tem dois anos que eu sento só. No começo não gostei nada da idéia de ter que dividir o piano com alguém, mas depois que tocamos juntos a primeira vez meu coração começou a bater diferente e toda vez que eu vejo ela fico nervoso e não consigo me concentrar. Não sei o que eu faço.
- Aí cara, eu acho que você devia falar com ela. Vai que ela também sente o mesmo por você?!
- Você é louco! Você sabe que eu não sou nada bom com essas coisas.
- Aí maninho chegamos. Depois conversamos mais, falou? Até mais mano!
- Tchau Lexther.
Chegando na sala percebeu que já estava atrasado, então entrou correndo e foi sentar-se ao lado da garota a qual estava falando.
- Oi Rámoon!
- Oi Rhani! Onde está o senhor Sant?
- Você não ficou sabendo? Ele foi chamado pra um congresso de músicos na Inglaterra. E só volta daqui uns seis meses.
- E quem vai dar as aulas?
- Tem um professor novo, ele só foi até a sala dos professores pegar a caderneta.
- Ufa!!! Ainda bem que ele não me viu chegando atrasado.
Nesse momento o professor entrou na sala e começou a fazer a chamada. Ao chegar ao nome de Rámoon...
- Rámoon.
- Presente.
- Ora ou estou enganado ou você não estava aqui quando entrei e me apresentei à turma!
- Não senhor. Desculpe-me, eu cheguei um pouco atrasado.
- Ok! Mas que isso não se repita certo senhor Rámoon!?
- Sim senhor.
- Como o senhor não estava aqui quando me apresentei, irei me apresentar novamente. Eu sou o professor Malonni e vou lecionar pra vocês durante esse semestre por seu antigo professor ter ido viajar pra Inglaterra.
A aula nesse dia pra Rámoon foi um pouco entediante, pois ele era bem adiantado em relação à turma e seu antigo professor sempre o desafiava. O professor Malonni ao perceber que Rámoon não parecia estar muito animado com aula o chamou a frente da classe.
- Rámoon, venha aqui!
- Sim senhor.
- Vamos ver o quanto você sabe de música. Quero que toque a melhor melodia que souber pra mim e pra classe.
Rámoon então se animou, pois ele estava treinando algo já fazia algum tempo. Então se sentou de frente ao piano e começou a tocar uma melodia tão suave quanto uma leve brisa, rápida como uma chuva de verão, quente como o calor de um abraço e fria como a solidão. Toda a turma ficou impressionada com a canção que ele tocara.
- Nossa! Meus parabéns! Onde você viu esta melodia?
- Eu a compus.
- Eu não sabia que vocês estavam tão adiantados nas suas aulas.
Então um dos outros alunos disse:
- E não estamos. Rámoon que é esquisito assim mesmo!
- Não ligue pra ele Rámoon eu achei sua melodia sublime. Depois quero que me passe a composição das notas, pois a turma toda vai estudar a sua melodia. Acho que está bom por hoje. Já estão despensados. Nos vemos na próxima aula.
Logo todos saiam da sala e Rámoon e Rhani foram os últimos a sair.
- Rámoon, posso te acompanhar pra ir embora? Minha mãe foi fazer compras e não vai vir me buscar.
- Claro Rhani.
Neste momento, os dois andavam lado a lado pelas ruas movimentadas da cidade, movimento tal que Rámoon não estava percebendo por estar sentindo algo dentro de si que o fez calar por um longo tempo até que Rhani resolveu quebrar o silêncio.
- Rámoon? Você está bem? Porque está tão quieto?
Rámoon se estremeceu e lembrou o que o seu irmão lhe havia dito, pensou em falar o que sentia naquela hora, mas ficou com medo e decidiu dar outra explicação.
- Não é nada Rhani. Só que eu vou sentir falta do senhor Sant. Ele era um ótimo professor.
- Ora! O professor Malonni também me parece ser uma boa pessoa. Você viu o quanto ele gostou do que você tocou? E não foi só ele, eu também amei.
- Obrigado.
Vendo que a melodia que havia tocado na sala também havia tocado o coração de Rhani, tomou coragem e resolveu falar de seus sentimentos.
- Rhani eu queria dizer que...

E continua na parte 2. Até lá!